quarta-feira, 4 de abril de 2012

PRÓSPEROS DE ALEGRIA


Uma revolução no pensamento hebreu (e cristão). A oração de Habacuque dissolve a ideia, diga-se de passagem, errada que criamos a respeito da prosperidade e da alegria.
O povo de Israel vinculava, assim como nós (ainda) hoje, a provisão de recursos, a vitória sobre as pelejas, a prosperidade abundante, tudo isso ao lado que Deus estava. Ou seja, se havia provisão, vitória e prosperidade Deus está com Israel, mas por outro lado, se nada disso houvesse, Deus (no mínimo) abandonou Israel.

Habacuque talvez não imaginou ou mensurou o que acabava de fazer, como uma simples oração - que a priore não deve ser esmiunçada por nós - revela tanto sobre Deus e sobre nós.

Israel foi surpreendido por algo que eles ainda não conheciam, não haviam experimentado. Era como se o escrito de Moisés (Deuteronômio 8) fosse ignorado, não cabia na mente de Israel adversidades com a presença de Deus. A grande revolução de Habacuque está no fato dele entender que apesar das adversidades possíveis a serem vividas, ainda assim haveria nele louvor a Deus.

Em sua oração, Habacuque desfaz o pensar tortuoso de que onde não há prosperidade não há a presença de Deus e nem pode haver alegria nem exultação, para Israel Deus só estaria presente nos mementos bons. Algo bem semelhante com aquilo que ainda pensamos hoje.

Ao perceber que suas angústia eram passíveis de acontecer, Habacuque compreende que elas não lhe tiraria a alegria de ser objeto do amor do Pai, para ele as suas necessidades eram marginais e periféricas diante do valor primário da graça recebida.

Habacuque me ensina muito mais do que orar, isso também tenho aprendido, tenho tentado focar minhas orações em momentos de quebrantamento e contrição, tenho tentado fugir do vício de orar por orar, de orar roboticamente por necessidades pessoais e coletivas, tenho tentado fugir dos jargões que enfeitam minha oração, mas são vazios no sentir. Tento evitar que distrações e abstrações invadam minha mente e pensamento enquanto oro.

Não podemos acreditar na adversidade como sinal de abandono ou desprezo da parte de Deus. Igualmente, nossa prosperidade não deve ser medida pelo menor número de adversidade que passamos, mas pelo tamanho da nossa alegria em termos o Senhor como Pai e Salvador.

Minha oração, hoje, é que possamos aprender a orar como Habacuque e se encher e riso e exultação no Deus da nossa salvação!!!

No Doce e Eterno Amor de Cristo.

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